terça-feira, agosto 26, 2008

Eu, depois da endoscopia...

A vida nos prega peças. Quando pensamos que estamos bem, só precisamos ir ao médico para uma checagem de rotina que eles logo nos mandam para um sádico, que o único objetivo é revirar seu estômago, esôfago e duodeno com uma mangueira (parece uma mangueira). E se isso não fosse o bastante, ele ainda o faz nos drogando. Nos deixando ainda mais frágeis e receosos com o que aconteceu naquela sala estranha.

Mas o que aconteceu depois dessa expêriencia horripilante todos vocês podem ver. Graças à sagacidade jornalística, ou ao puro prazer de me zuar da minha namorada, vocês terão acesso à imagens minhas sob o efeito de drogas (lícitas para médicos) após a endoscopia.



Eu não me lembro de absolutamente nada, é sério.

quarta-feira, agosto 13, 2008

A Prí e eu

Putz, quinze dias desde o último post.Eu sabia que seria assim, e avisei a vocês que seria assim. Então, não me encham o saco.

Poderia dizer que a falta de posts, é a culpa de uma mente estéril de idéias e inspiração. Mas isso seria uma mentira. Poderia, ainda, dizer que estou muito ocupado, estudando, trabalhando e namorando. Mas isso também seria mentira, pois eu só reclamo que não tenho tempo, no meu tempo vago. Ou então, dizer que nada de diferente acontece na minha vida, só que também seria uma mentira safada, já que convivo com pessoas bem, digamos assim, pitorescas. Mas a grande verdade, é que existe uma culpada por isso. É a Pri. A Preguiça. Sim, a boa e velha Preguiça. Chamo-a de Pri pelos anos de intimidade que temos, e notem que é escrita com a inicial maiúscula, pois trata-se, pelo menos na minha vida, de uma entidade, quase uma pessoa da família.

Em tese, a Preguiça é a pouca ou falta de disposição ou aversão ao trabalho, demora ou lentidão para fazer qualquer coisa. É o tédio ou a tristeza em relação aos bens interiores e espirituais. É um aborrecimento natural pelo trabalho no dia-a-dia, se o mesmo não tiver seu esforço recompensado. A origem da palavra vem do hebraico: atsêl, que pode ser traduzida por lentidão ou indolência. A preguiça é considerada pecado mortal ao se opor diretamente ao amor a Deus. (Fonte: http://www2.uol.com.br/vyaestelar/preguica.htm)

Na minha vida, a Preguiça atinge níveis alarmantes para as pessoas normais. É algo quase espiritual. Eu não posso evitar. É mais forte do que eu. A Preguiça, inclusive, me afeta familiar e socialmente. Ela me impede de secar o banheiro depois do banho, de dar um destino diferente do chão para as roupas sujas, e ainda, arrumar a mesa depois de comer. Tudo isso faz com que as pessoas que moram comigo, sem motivo aparente, despejem gritos e maldições na minha direção. Não sei por quê.

Agora, então, com meus pais viajando sinto que alguma coisa anda errada. Sempre pensei que jogando a roupa suja no chão, no dia seguinte ela aparecia magicamente, lavada e passada dentro do guarda-roupas, e que as louças, por um processo semelhante, estariam sempre disponíveis no armário. Mas, minha irmã e minha namorada me tiraram desse conto de fadas, e me disseram que para as coisas ficarem limpas, alguém (presumo que eu, ahahaha) teria que limpa-las e olharam pra mim. Aí eu, com cara de espanto, conçando a barba com a mão direita, perguntei a elas, mas quem é que pode fazer isso pra gente, hein? Aí elas começaram a me bater e gritar simultanêamente. Mais uma vez, não entendi nada.

Tirando os aspectos braçais e o meio, sinto que a influência da Pri, não é apenas externa, mas interna também. Às vezes, na maioria delas, quando estou deitado no sofá, jiboiando, o telefone toca. A primeira coisa que me vem à mente é, não é pra mim, foda-se, e o aparelho toca, toca, toca até quase se auto-destruir, mas uma força maior me impede de levantar e acalmar o bichinho. Em outras situações, como caminhar até a geladeira, torna-se algo extremamente sofrível, e é preciso deixar que a fome se apodere de mim, ao ponto de fazer minhas tripas tremerem como se sofressem do mal de parkinson, para que eu consiga me libertar, momentaneamente, da Pri. É como se todo meu corpo conspirasse contra mim. Nos dias em que acordo bem-disposto, ao mesmo tempo, me sinto estranho, e me da medo. Isso não é o meu natural.

Enfim, a Pri e eu somos quase amantes. Certa vez, meu pai, na tentativa de me tirar da minha inércia rotineira, começou a falar coisas do tipo: "Já imaginou se Einstein, ou Bethoven, ou o Batman fossem preguiçosos, assim como vc?". Sei que ele esperava alguma resposta, mas nenhuma culpa acometeu a minha conciência, o que eu posso fazer?. Minha mãe um dia me disse carinhosamente, daquele jeito que só mãe fala com a gente: "Um dia tu ainda vai morrer de preguiça fidumaégua". Isso sim é algo sério, por que o que ela quis dizer foi "Se tu não levantar pra trabalhar e/ou estudar tu tá fodido". Mas, eu sei, que enquanto ainda existirem valores religiosos que proíbam os pais de matarem seus filhos, mesmo que preguiçosos, eu estarei a salvo.

terça-feira, julho 29, 2008

Why so serious?

Como todo nerd que se preza, sou fã incondicional de quadrinhos. Sempre fiquei ansioso à espera das adaptações dos meus heróis do papel para as telonas. Esse ano, foi, sem quase nenhuma dúvida, o ano mais nerd do cinema. Iron Man, de longe um dos meus heróis favoritos, recebeu uma super-mega-power produção, que conseguiu deixar até as incoerências com as hq's em segundo plano. Logo depois, saiu o novo Hulk, que recebeu um upgrade muito bem-vindo, e, que na nova adaptação, bem mais parecida com a hq, deu um novo significado à palavra violência. Mesmo assim, eu queria o novo Batman.

Sempre gostei do morcegão, mas desde Batman Begins, me tornei ainda mais fã do diretor Christopher Nolan, que conseguiu me mostrar um Batman bem mais próximo do que eu imaginava quando lia as hq's. Depois da adaptação de Nolan, os outros Batman's não passam de playboys travestidos.

Finalmente chega o dia da estréia. E com ela, não poderia deixar de existir,ela. A Fila. Não era uma fila qualquer, era uma indecente e interminável fila filha-da-puta. Tudo bem. Comecei a entoar cantos tibetanos para não perder o controle. Mas, não estava funcionando muito bem. Então, de repente, não mais que de repente, ouço gritos e palavrões até aquele momento desconhecidos para mim. Era um fã indignado, a ÚNICA cópia que tinha vindo para cidade era dublada. Corri em direção a confusão para ver mais de perto, era um amigo da faculdade. Ele esmurrava o vidro do guichê, enquanto babava de raiva e amaldiçoava até a 5ª geração da atendente. Também desanimei por ver que o filme era dublado. Peguei minha namorada e fomos embora antes que ele nos visse.

Esse final de semana, depois de muita resistência, sobre assistir ou não a cópia dublada de Batman - O cavaleiro das Trevas. Fui assistir assim mesmo, antes que eu começasse a arrancar as unhas com alicates enferrujados, ou fizesse algo nojento e desprezível, como baixar o filme da internet.

Analisando o filme como se eu fosse completamente surdo e perito em leitura labial, é sem dúvida, o melhor Batman já produzido de todos os tempos. Ou eu deveria dizer, é o melhor Coringa de todos os tempos? Certamente, Jack Nicholson, que se considerava o eterno coringa, tem motivos de sobra pra morder a própria testa. A primeira cena do filme já é genial, e nos dá um prévia do que podemos esperar do palhaço do capeta.

Apesar, de O Cavaleiro das trevas ser o Batman, ele não causa grande euforia. É o mesmo Batman do Begins, só que com alguns brinquedinhos a mais. Já o coringa não. O coringa dá medo. É um VERDADEIRO vilão, de dimensões jamais vistas, em qualquer outra adaptação de histórias em quadrinhos. O coringa é o que filme tem de mais excitante, e ao mesmo tempo, aterrorizante. Sem dúvidas, teria pesadelos, e inevitáveis mijadeiras noturnas se assistisse esse filme aos 12 anos, classificação indicativa do filme.

Diferentemente do coringa de Nicholson, que fazia palhaçadas, e era de fato engraçado. A interpretação de Ledger, não deixa espaços para gargalhadas, nem um simples riso no canto da boca. É um coringa tenso, doente, porém, genial que arranca suspiros de espanto e terror do público. Eu não me continha, tamanha a genialidade do Coringa, que com certeza apagou da história qualquer antecessor. Fiquei tão eufórico que algumas pessoas viravam pra mim com cara de espanto, outras mais próximas, mudaram de lugar, na certa com medo que eu pulasse em cima delas rindo e perguntando "Why so serious?".

Todo o contexto do filme é tenso e imprevisível. Consegue-se ver claramente, a simetria antagônica que existe entre Batman e o Coringa. Ambos obsecados por aquilo que fazem, e como fazem. Todas as interpretações estão surpreendentes, e até o comissário Gordon está dando show. Na verdade, só sabemos que o cavaleiro das trevas é o Batman, graças a série de Frank Miller, se não, todos alí seriam grandes cavaleiros negros.

Não vou dizer aqui que o duas-caras está melhor que o de Tommy Lee Jones. Está diferente, mas igualmente genial. Ainda mais depois de ser corrompido pelo palhaço do capeta. Decidindo o destino das pessoas com o jogar de sua moeda.

Acho difícil que haja uma continuação que chegue aos pés de O Cavaleiro das trevas. A lacuna que Ledger deixou, certamente, é irreparável. Talvez venham outros filmes trazendo um novo Pínguim, Mr. Freeze, Charada, mas parafraseando aqui O Coringa: "Gothan City merece vilões melhores."


quinta-feira, julho 24, 2008

1...2...3...Testando!

Poxa, a última vez que deu vontade de esboçar alguma coisa aqui foi em fevereiro. A vontade veio e foi embora e nada. Se existisse um planeta chamado Lazy, certamente, eu seria o mais alto Mestre Jedi dele.

Mas vamos ver o que acontece a partir de agora. Essas minhas vontades de voltar a escrever aqui vem e vão com a mesma facilidade que eu respiro. Por isso, não tenho a pretensão de tornar isso meu diário virtual, nem muito menos um semanário, quem sabe, com muito esforço, possa até ser mensário. Mas, sem sombras de dúvidas, tem mais a inclinação de ser algo de quando-me-der-vontadeário. Como praticamente ninguém além de mim e meus alter-egos lerão. Ele serve.

Liguei a TV uns dias atrás e estava passando o velório da Dercy Gonçalves. Um dos que estavam lá era o grande escritor e cartunista Ziraldo. Coincidentemente ou não, repousava no andar imediatamente abaixo ao da TV na estante o meu livro "O Menino Maluquinho". Após alguns lampejos nostálgicos peguei o livro e o li novamente pela 74582145 vez. O livro termina dizendo que o menino maluquinho cresceu e se tornou um cara legal. Ou seja, uma criança feliz e arteira, se torna um adulto legal. Faz sentido.

Isso me fez pensar no tipo de infância que uma certa pessoa teve. Para preservar sua identidade vou chama-lo aqui de... sei lá... The little baldness. Partindo desse ponto de vista, tudo só me leva a crer que o nosso The little baldness, deve ter sofrido, em sua infância e adolescência as mais cruéis e desumanas práticas de torturas medievais 2.0 plus.

Acho que ele anseia por vingança. Não necessariamente contra quem fez isso com ele, mas sim, contra todos que estão ao seu redor. Infelizmente, creio que, às vezes, na maioria delas até, suas investidas de minimizar a dor não saem exatamente como ele planejara.

Já testemunhei inúmeras ordens e ameaças vindas do pseudo-ditador, mas na quase totalidade delas, ele sofreu a reação da peble e ficou com cara de "Não foi assim que eu imaginei". Nunca vi ninguém ficar tanto tempo chocado com uma situação como ele. É triste ver em sua expressão o misto de ódio e desapontamento. Acho que dessa vez os sonhos de uma criança problemática, que ansiava pela maioridade para, então se vingar, não vão se realizar.

Apesar de já ter nutrido tanto ódio pelo ego Napoleônico dele, hoje vejo que não passa de uma criaturazinha atormentada e só posso rezar pra que um dia ele consiga achar o caminho da luz. De preferência a luz dos faróis de algum veículo gigantesco.

Até o próximo contato.

quarta-feira, fevereiro 27, 2008

Tentando mais uma vez...

Hoje bateu uma vontade incontrolável de mexer nisso aqui outra vez. Depois de mais de 1 ano parado, vou ressucitar o blog e tentar na medida do possível atualiza-lo com todo o conteúdo doentio que vier a minha mente perturbada.

Então, aguardem o próximo contato.

Até mais