É isso aí meu povo, demorei pra aparecer aqui, mas cá estou. E vim só pra dizer que o blog morreu. Calma, ele morreu aqui no blogspot, estamos de casa e endereço novo no bryce.com.br, então, dá uma conferida lá que já tem post na área.
Quinta-feira, Março 19, 2009
Quinta-feira, Dezembro 25, 2008
Operação Ho-Ho-Ho
Tenho tentado entender o que acontece com as pessoas em dezembro – e no início de um novo ano - já faz algum tempo. Apesar de muito tempo pensando e teorizando nunca cheguei a uma resposta 100% satisfatória. Não pode ser nada na água, nem na comida, do contrário, seríamos todos assim durante todo ano. Será que os panetones vêm recheados de substâncias alucinógenas? Serão os perús galinhas radioativas do espaço? Alguém aí já viu um chester vivo? O que inspira toda a nação tentar parecer “melhor” durante aproximadamente 40 dias?
Essa quaresma de passagem de ano pode ser uma verdadeira montanha-russa emocional pra quem não entra de cabeça na operação ho-ho-ho. E, é importante ressaltar aqui, que quando uso a palavra emocional, não estou me referindo a sentimentos tão nobres assim. Por isso, resolvi elencar aqui algumas das razões pelas quais eu odeio o final de ano.
I – Total infantilização da televisão.
Esse é o primeiro fator de que essa famigerada época chegou. Toda programação de qualquer canal de televisão está voltada para crianças. Não se consegue passar um dia sequer sem ver algo sobre Papai Noel, renas, duendes, reprises e a merda do especial da Xuxa e do Roberto Carlos. Em um mundo que privilegia tanto o visual, e tem a TV como meio de comunicação de massa principal, nos tornamos praticamente reféns nesses dias.
II – A multiplicação de consangüíneos, ou não.
Eu não sei se isso acontece com vocês, mas todo ano, sem exceção, eu conheço algum primo, tio, seja de primeiro, segundo ou quadragésimo quinto grau que eu nunca vi na vida, e sempre minutos antes de alguma reunião gastronômica familiar. Depois de alguns anos disso a pessoa fica confusa. Mas eu tenho quase certeza que, pelo menos 1/3 da população mundial são da minha família. Quem disse que os coelhos é que são os fodas?
III – Os Supermercados.
Algum de vocês já precisou ir à Caixa Econômica Federal em dia de pagamento do bolsa família? Pois é, aquela fila que faria até Jó perder a paciência está a sua espera durante todo esse período festivo. Ao contrário do banco, que você pode deixar pra ir outro dia, ou ir a um caixa eletrônico. Comida não é uma coisa que possa se deixar pra depois. Mais uma vez, reféns.
IV – Hipocrisia, a melhor de todas.
Esse é o maior de todos os motivos. A hipocrisia descarada e sem culpa. É o mês de se fazer doações, de ir mais à igreja, de ser mais cordial e solícito com todos, tudo isso por que é natal. Se eu fosse uma pessoa carente, e recebesse toda essa atenção durante esse dia em especial, eu ficaria me perguntando, onde diabos todo esse povo estava durante os outros 364 dias do ano? Quando não se está nesse “barato” coletivo, isso tudo é muito estranho.
Eu simplesmente não consigo conceber inimigos declarados desejando feliz natal como se nada nunca tivesse acontecido, para depois das festas não se falarem mais até o próximo amigo oculto da empresa. Ou pessoas que se vivessem na idade média seriam queimadas na fogueira promovendo orações na hora das refeições. Não engulo o fome zero de natal, por que comida é necessária todos os dias. E muito menos soltar os presos pelo indulto de natal acreditando que eles voltarão no dia 2 de janeiro. Não agüento tantos jingle-bells e papais noéis enquanto o verdadeiro aniversariante nem foi convidado para a festa.
Enfim, talvez eu tenha nascido sem a parte do cérebro que me envolva nessa atmosfera. Mas eu sei que 40 dias de aparente felicidade, paz e solidariedade, não compensam um ano inteiro de rancores que guardamos. De lágrimas que provocamos. De pessoas que rejeitamos, de coisas que fingimos não ver. Mas isso não é nada, pode ser relevado, por que, afinal de contas, é Natal.
P.S. Isso não tem nada a ver com o post, mas eu não podia deixar de compartilhar isso aqui.
Postado por Bryce às 4:27 PM 10 comentários
Marcadores: Comportamento, Cultura
Quinta-feira, Novembro 06, 2008
Que porra é meme?
Então, fui mais uma vez ao Oráculo mais poderoso do Planeta, o grande olho que tudo sabe e tudo vê... Google. Chegando lá, aos pés do grande sábio, fiz minha indagação. Quis porra é meme? E como já é mais do que clichê entre os sábios, oráculos, videntes e mulheres na TPM, ele me confundiu e me apresentou à:
Aparentemente, é algo sério e tornou alguém famoso por causa disso. O nome do cara é Richard Dawkins, um cientista que cunhou o termo "meme" nas páginas do seu livro, O Gene Egoísta, de 1976. Segundo ele, meme é considerado como uma unidade de informação que se multiplica de cérebro em cérebro. No que diz respeito à sua funcionalidade, o meme é considerado uma unidade de evolução cultural que pode de alguma forma autopropagar-se. Entendeu?
A parada é mais ou menos assim. A cada geração que nasce, não precisa recomeçar do zero redescobrir o fogo, reaprender a confeccionar ferramentas, e assim pro diante. Esses conhecimentos são passados de geração pra geração, através da linguagem, seja verbal ou não. Assim como, a nossa evolução enquanto espécie e todas as teorias darwinianas que aprendemos no colégio. Toda essa continuidade é o tal do meme. E ainda, existem estudos sobre esses modelos de transfêrencia de conhecimento e aprendizado. Esses estudos são classificados por memética.
Ou seja, o meme pode ser qualquer coisa. No caso da internet funciona assim, um fulaninho inventa uma coisa do tipo, "Cite 5 torturas que você faria com o professor babaquinha", e convida os amiguinhos pra fazer o mesmo, que por sua vez convidarão outros, e outros, um negócio parecido com o estilo de venda da herbalife.
O que um cientista levou anos teorizando, a internet transformou em um super-mega-power-vírus de tão alto contágio, que chegou até em mim.
Mas, seguindo o roteiro do meme que fui convidado, vou tentar fazer alguma coisa. E que fique claro, que só tô fazendo isso por que foi ela que pediu, convidou, intimou. E se fosse qualquer outra pessoa, mandaria-a fazer uma introspecção no sentido mais bíblico-biológico possível.
O meme da Keth, tem certas regras:
- Escrever uma lista com 8 coisas que sonhamos fazer antes de ir embora daqui
- Passar o meme para 8 pessoas
- Comentar no blog de quem lhe passou o meme
- Comentar no blog dos nossos(as) convidados(as), para que saibam da "intimação"
- Mencionar as regras.
As minhas regras:
- Vou escrever 8 coisas que quero/desejo que aconteçam, mesmo que eu já tenha morrido quando acontecer
- Não vou passar essa parada pra ninguém, e não tô nem aí se ninguém vai me ligar hoje a noite, se vou ter má sorte até ficar gagá ou se minhas tripas vão se desfazer em merda (essas coisas sempre vêm acompanhadas de uma maldição, caso você não passe adiante).
- Já comentei no seu Blog
- Já que não vou passar pra ninguém, poupei-me de algum trabalho
- Entenderam?
Meme nº1: Eu quero que pessoas que agem diferentemente de seus discursos sejam acometidas de hemorróidas carnívoras sanguinolentas from hell.
Meme nº2: Quero ficar rico.
Meme nº3: Quero um fornecimento vitalício de nutella.
Meme nº4: Quero um Burguer King dentro de casa.
Meme nº5: Quero ter o poder do Hiro.
Meme nº6: Quero conhecer o Steven Spielberg.
Meme nº7: Quero uma bola quadrada.
Meme nº8: Quero viajar para Neverland.
Postado por Bryce às 2:00 PM 10 comentários
Marcadores: Comportamento
Segunda-feira, Outubro 27, 2008
Um bafafá aí...
Depois de ouvir e ver tudo que acontecia por causa do comentário de uma só pessoa. Mandei um e-mail pra minha turminha falando a minha opnião. Não falei na hora, pois temi por minha vida, tamanha a exaltação dos ânimos. Então segue uma cópia do meu e-mail. Assunto velho, eu sei. Mas como diria um amigo meu, a bola é minha e eu quero brincar disso agora!
Caros amigos x)
Como ontem a Polly e a Manu quase caem aos tapas na discussão, venho aqui deixar a minha contribuição depois de ler o tal escatológico post.
Tentei mostrar minha solidariedade as duas, já que uma recrutava aliados para queimar o Altino Machado na fogueira dos infiéis, enquanto a outra, procurava por mercenários afim de demolir a UFAC com tudo dentro, porém, são minhas amigas e não possuem nenhum defeito sequer. Mas confesso, que ainda, não havia lido o texto em pauta.
Depois de lê-lo, sinto em dizer que nada do que ele falou chega a ser uma mentira. O post comentado por ele, poderia ter sido escrito por um dos amiguinhos do meu primo de 8 anos, e para um aluno do 7º período, são erros inadmissíveis. A coisa ficou ainda mais feia, quando alunos do nosso curso foram para o confronto como bravos paladinos defendendo seu reino. Mas incorreram, uns em erros similares, outros em desastres gramaticais ainda maiores. Isso sem falar nos franco atiradores, que por trás da alcunha anônima, não tiveram piedade, nem da língua, nem do curso que defendiam.
Concordo que a generalização feita não foi correta, assim como ocorre em todos os casos de generalizações, e que isso pode ter ofendido pessoas sensíveis e que estão alí pra fazer alguma diferença. Mas a enxurrada de comentários, igualmente recheados de erros primários que fariam qualquer pessoa bem alfabetizada ter ataques epiléticos, só confirmaram a crítica dele, e deram à informação a credibilidade que todos tentaram desmentir.
Não sou, nem nunca fui de passar a mão na cabeça de ninguém. Muito menos, em amenizar situações como essas usando clichês como "errar é humano" ou "todo mundo erra" e outros artifícios que foram medíocremente usados nos comentários, reafimando mais uma vez, a incapacidade dos que estão sendo formados e lá mostraram sua ira e revolta.
No final das contas, caros colegas. A única coisa que vai separar os bons dos ruins é o esforço pessoal que fazemos em melhorar a cada dia. Concordo que errar é humano, e que ninguém nasce sabendo. Mas, sou enfático em dizer, que morrer ignorando é a maior de todas as burrices, assim como, erguer estandartes de guerra quando alguém o critica, seja lá de que forma for. Nessa grande disputa de egos inflamados, ambos os lados estão em pé de igualdade.
Bryce.
Sei que faltou muita coisa a dizer, muitos pontos de vista e tudo mais. Mas acho que falei o suficiente para uma pessoa que não se sentiu atingido por isso em momento algum.
Postado por Bryce às 3:59 PM 5 comentários
Marcadores: Comportamento, Jornalismo
Domingo, Outubro 19, 2008
Contam os alfarrábios que quando Deus liberou para os homens o conhecimento sobre a informação, determinou que aquele 'privilégio' iria ficar restrito a um grupo muito pequeno de pessoas. Mas neste pequeno grupo, onde todos se acham 'semideuses', já havia aquele que iria trair as determinações divinas. Aí aconteceu o pior! Deus, bravo com a traição, resolveu fazer valer alguns dos mandamentos do jornalista:
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1º) Não terás vida pessoal, familiar ou sentimental.
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2º) Não terás feriado, fins de semana ou qualquer outro tipo de folga.
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3º) Estarás condenado ao eterno cansaço físico e mental.
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4º) Terás gastrite, se tiveres sorte. Se fores como a maioria, terás úlcera, pressão alta, princípios de enfarte, estresse e depressão. E, perto de se aposentar, terás câncer.
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5º) A pressa será tua sombra e tuas refeições principais serão o lanche da padaria da esquina, a pizza do pescoção ou uma coxinha comprada no buteco mais próximo do local onde realizarás as reportagens.
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6º) Teus cabelos ficarão brancos antes do tempo; se te sobrarem cabelos.
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7º) Tua sanidade mental será posta em xeque antes de completares cinco anos de trabalho.
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8º) Ganharás muito pouco, não terás promoção, não terás perspectiva de melhoria e não receberás elogios de seus superiores e leitores. Porém, as cobranças serão duras, cruéis e implacáveis.
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9º) Trabalho será teu assunto preferido; talvez o único.
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10º) A máquina de café será tua melhor colega de trabalho; a cafeína, porém, não fará mais efeito.
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11º) Os butecos que ficam abertos de madrugada serão tua única diversão e somente neles poderás encontrar malucos iguais a ti.
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12º) Terás pesadelos freqüentes com horários de fechamento, palavras escritas erradas, reclamações de leitores, matérias intermináveis, processos, gritos ao telefone... E, não raro, isso acontecerá durante o período de férias.
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13º) Tuas olheiras e mau humor serão teus troféus de guerra.
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14º) Por mais que sejas um profissional ético, serás visto na rua como um canalha.
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15º) E, apesar de tudo isso, haverá uma legião de “focas” querendo ocupar o seu lugar
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Mas para que tudo isso aconteça, você ainda tem que estudar durante quatro anos, aturando toda uma gama de limitações estruturais, submeter-se a professores egocêntricos e bipolarmente transtornados, contar com a sorte para que seu diploma seja reconhecido pelo MEC, e ainda, rezar, para que a lei que estabelece a NÃO-necessidade de curso superior para o exercício do jornalismo não seja aprovada. O salário? Prefiro não comentar.
Postado por Bryce às 10:54 AM 11 comentários
Marcadores: Jornalismo
Quarta-feira, Outubro 01, 2008
Resumo...
Depois de um longo e tenebroso inverno as coisas estão começando a voltar ao normal (se é que eu posso chamar minha vida de normal). Então, enquanto não escrevo um post de verdade vou deixá-los a par do que tem acontecido, de forma bem resumida.
A revelação
Todos que me conhecem, e também que não conhecem, mas leram e assistiram o último post, sabem, ou no mínimo presumem que eu esteja em tratamento médico, ao menos, é claro, que alguém cutucando seu estômago com uma sonda seja a sua idéia de diversão.
Devido a isso, tenho ido muito frequentemente à Fundação Hospitalar, algo que enche o dia de qualquer pessoa de prazer e alegria. Quem aqui já precisou usar o nosso sistema público de saúde, sabe que para agüentar as intermináveis horas de espera regadas ao choro uníssono de aproximadamente 125463,7 crianças ao seu redor, o sujeito tem que ser criativo. Comecei tentando ser otimista e tendo pensamentos positivos, afinal, não existe nada mais gostoso que estar rodeado de pessoas doentes em um clima agradável de uns 43º C, na sombra, é claro. Depois disso, peguei meu prontuário e comecei a ler. Foi aí que veio o verdadeiro susto. Nesse momento esqueci das quase 2 horas de espera, as 125463,7 crianças pareciam ter desaparecido, nesse momento eu descobri que:
Isso mesmo, depois de 25 anos, eu descubro, que na verdade, sou uma fêmea. Individuo de cromossomos XY. E, ainda mais, peluda e lésbica. Vocês têm noção do que uma informação dessas, descoberta dessa maneira pode fazer com a vida de uma pessoa? Eu entrei em parafuso com essa crise de identidade, mas decidi continuar vivendo como se nada tivesse acontecido, afinal, o que pensariam de mim. Mas eu precisava contar isso pra vocês. Tenho andado muito sensível, talvez seja o “período”. x)
A perda
Agradeço a todos que estiveram ao meu lado nesse momento. Até mesmo pessoas que eu jamais pensei que estariam. Muito obrigado mesmo. Descobri alguns amigos de verdade e tive a confirmação de outros. Mas acima de tudo, tenho aprendido o significado da palavra NUNCA. Palavrinha sem vergonha que falamos, talvez, dezenas de vezes ao dia. Mas, sentir o NUNCA... é inexplicável.
TE AMO MÃE!
Postado por Bryce às 2:20 PM 10 comentários
Marcadores: Diarinho
Terça-feira, Agosto 26, 2008
Eu, depois da endoscopia...
A vida nos prega peças. Quando pensamos que estamos bem, só precisamos ir ao médico para uma checagem de rotina que eles logo nos mandam para um sádico, que o único objetivo é revirar seu estômago, esôfago e duodeno com uma mangueira (parece uma mangueira). E se isso não fosse o bastante, ele ainda o faz nos drogando. Nos deixando ainda mais frágeis e receosos com o que aconteceu naquela sala estranha.
Mas o que aconteceu depois dessa expêriencia horripilante todos vocês podem ver. Graças à sagacidade jornalística, ou ao puro prazer de me zuar da minha namorada, vocês terão acesso à imagens minhas sob o efeito de drogas (lícitas para médicos) após a endoscopia.
Eu não me lembro de absolutamente nada, é sério.
Postado por Bryce às 12:02 PM 9 comentários
Marcadores: Diarinho
